Com curadoria de Cauê Alves e Cristiana Tejo, a 32ª edição da mostra bienal "Panorama de Arte Brasileira" do MAM-SP tem como tema "Itinerários, Itinerâncias", abordando de alguns aspectos da realidade artística de hoje, relativos ao tempo e aos deslocamentos implícitos no meio das artes visuais. Com a globalização e a volatilização das fronteiras, os artistas viajam cada vez mais para participar de exposições e residências e em alguns casos passam mais tempo em trânsito do que nas cidades em que vivem.
Bruno Faria fez uma parceria com o Setor Educativo do MAM e desenvolveu o serviço de audioguia. Com a colaboração dos artistas do Panorama, a proposta problematiza a mediação realizada por serviços pedagógicos de modo geral.
Como um dos maiores eventos de cultura da Europa e um dos principais no mundo, o Festival Europalia é realizado a cada dois anos em cinco países europeus (França, Alemanha, Holanda e Luxemburgo), ficando a maior parte da programação na Bélgica. Neste ano o país tema do festival é o Brasil. Em cada edição transforma os destaques de uma cultura em um programa abrangente de música, artes plásticas, fotografia, cinema, teatro, dança, literatura, arquitetura, design, moda e gastronomia.
Albano Afonso está presente na mostra A Década de 1990 - Hoje: Construção e Desconstrução da Arte Brasileira, com curadora de Sonia Salcedo. Na arte das duas últimas décadas, o espaço torna-se o centro do processo e coloca um termo entre o real e o imaginário. Do analógico para o digital, poéticas mistas convergem para a idéia de "delimites" entre arte e espaço de experiência.
O Instituto Figueiredo Ferraz é um espaço concebido para difusão de arte e cultura. Situado em Ribeirão Preto, busca trazer para a cidade e região as discussões e debates sobre as mais importantes manifestações artísticas no cenário nacional e internacional.
Uma série de desenhos de Pier Stockholm foi selecionada para integrar a Coleção Permanente de Arte Contemporânea do Museu Albertina de Viena, que conta com uma das coleções mais importatntes do mundo em obras sobre papel.
Eduardo Berliner participa da 6ª VentoSul - Bienal de Curitiba, com curadoria geral de Alfons Hug e Ticio Escobar, que vem se consagrando como um dos maiores eventos de arte contemporânea da América Latina, com obras de artistas de países de cinco continentes.
As obras de Eduardo Berliner mostram cenários inabitados, recortes de imagens cotidianas processadas ao longo do tempo. A memória vem a reboque da fatura de sua pintura, em telas de grande formato, na escala apropriada para essa ocupação.
A PRO ARTE Foundation apresenta seu festival anual de arte contemporânea. É o primeiro festival de museus da cidade, que existe desde os anos 2000 e nos últimos 10 anos, apresentou cerca de 150 artistas russos e estrangeiros em 55 museus de São Petersburgo. Para este festival jubilee a PRO ARTE Foundation preparou um programa especial. Entre os artistas Nicholay Polissky (Russia), Olga e Alexander Florensky (Russia), Stephen Dean (EUA), Hu Yang (China), Guido vander Werve (Holanda), entre outros.
Eduardo Berliner é um dos finalistas do Prêmio Pipa, que entra na sua segunda edição com os objetivos de repetir o sucesso do PIPA 2010 e se consolidar como o mais relevante prêmio de arte contemporânea do Brasil. O PIPA tem sempre 4 finalistas, escolhidos pelo Conselho do PIPA, baseado no número de indicações que cada artista recebeu dos membros do Comitê de Indicação.
A noção de território é central na prática artística de Manuela Ribadeneira, que participa da 6ª Bienal do Mercosul intitulada Ensaios de Geopolítica, com curadoria geral de José Roca. A mostra central no Cais do Porto examina a criação de entidades transterritoriais e supraestatais que colocam em jogo a noção de nacionalidade. A exposição explora diferentes aspectos das ideias de Estado e Nação, suas retóricas visuais (mapas, bandeiras, escudos, hinos, passaportes, exércitos) e suas estratégias de autoafirmação e consolidação de identidade.
Informadas por uma análise histórica, as obras de Manuela Ribadeneira adotam formalmente uma linguagem conceitual sóbria e direta, sem nunca passarem despercebidas, ao mesmo tempo em que estão, em sua maioria, tematicamente ligadas ao contexto do Equador e da América Latina. Radicada na Europa há mais de uma década, Ribadeneira tem aproveitado a distância geográfica de seu país para refletir sobre questões de cunho pós-colonial e da construção de identidade.
Entre objetos e lugares, cômodos e mobiliários, os espaços criados por Daniel Acosta oferecem o que o artista chama de "disponibilidade multifuncional", também presente na peça desenvolvida para abrigar a coleção de livros e revistas de arte do Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal, na Casa M. Entre um objeto e um lugar, o trabalho marca a entrada da sala de leitura e organiza o ambiente. De desenho geométrico e estrutura modular, retoma aspectos de sua poética, como a criação de equipamentos que se articulam entre arquiteturas e paisagens.
Espaço de encontro, debate, estudo, apresentações artísticas, troca e experimentação, a Casa M integra o projeto da 8ª Bienal, ampliando os canais de diálogo com a comunidade e contribuindo para fomentar a cena artística local. Está localizada num antigo sobrado, no centro da capital gaúcha, em uma área residencial há poucas quadras do Cais do Porto.
Desde suas primeiras experiências, Rommulo vem trabalhando a partir do modo como a arquitetura configura espaços. Primeiro, atuou em lugares específicos, como a fachada de uma casa prestes a ser demolida e a torre de um antigo casarão. De uns tempos para cá, passou a trabalhar com espaços mais genéricos: salas de estar, cozinhas, banheiros, corredores, supermercados – ambientes que trazem consigo uma espécie de identidade. Um conjunto de características que os diferencia de outros espaços e lhes permite atender a determinadas funções. Ou alguém consegue imaginar um quarto de dormir sem uma cama? À primeira vista inquestionáveis, nossas ideias e percepções sobre espaços cotidianos são colocadas em xeque pelas criações do artista, sejam elas fotografias, desenhos, objetos ou instalações.
Ao aproximar realidades tão distintas quanto uma cozinha e um banheiro ou um cinema e um supermercado, Rommulo embaralha construções identitárias aparentemente fixas. Cria ambientes deformados, lugares desconcertantes, ainda que impecavelmente bem acabados e muitas vezes funcionais. A ambiguidade que marca seus trabalhos, ora mais sutil, ora mais agressiva, também parece ser responsável pela atração que elas exercem ao nosso olhar. Para a vitrine da Casa M, o artista cria uma peça – meio objeto, meio lugar – que condensa fragmentos da arquitetura da morada.