DANIEL LIE
novo artista representado

casa triângulo, SÃO PAULO

04.05.2015 - 04.05.2015

Temos o prazer de anunciar que Daniel Lie é o mais novo artista representado pela Casa Triângulo, realizando sua primeira exposição na galeria em junho de 2015, simultaneamente a suas individuais na Oficina Cultural Oswald de Andrade e no Centro Cultural São Paulo.

Tendo como ponto crucial de pesquisa o fluxo de energia entre as coisas, a partir de instalações temporárias e apropriações de objetos, Daniel Lie desenvolve seu trabalho em duas principais frentes aparentemente opostas, como Ciência e Religião, porém complementares dentro do discurso do artista.

Os projetos específicos em grande escala criados para cada espaço são cuidadosamente planejados e calculados, compostos de estruturas de plantas e frutas tropicais que se interligam através de um sistema de cordas e roldanas, misturam disciplinas como engenharia, física, química e botânica. Com caráter experimental e efêmero, ocupam o ambiente inteiro e convidam o público a fazer parte da obra ao longo do tempo expositivo, presenciando o processo natural de decomposição que altera por sua vez os pesos e o equilíbrio entre os elementos conectados pelo mecanismo.

A produção dos objetos, por outro lado, esta baseada na junção de peças já existentes em diferentes contextos, tais como minerais, guizos, fitas e cordas, entre outros. Essas obras têm uma natureza mais pessoal, desde a escolha dos materiais que costumam fazer parte do universo particular do artista, até o posicionamento dos trabalhos finais dentro de cada local, os quais podem ser esculturas de parede ou até mesmo serem utilizados por alguém em forma de colares, amuletos ou acessórios – flertando com a performance.

As proporções menores desses objetos propiciam um contato mais íntimo e direto entre o artista e o espectador, ao passo que as instalações levam o diálogo para um patamar mais abrangente e inclusivo. Em ambos os casos, Daniel Lie coloca o tempo como epicentro da obra, a origem e o desdobramento de tudo que nos cerca. Suas investigações em torno da natureza, vida e morte questionam nossas ligações uns com os outros e também com o mundo, através de um estudo místico e empírico do cotidiano.