felipe mujica
novo artista representado

casa TRIÂNGULO, SÃO PAULO, brasil

28.04.2016 - 28.04.2016

Temos o prazer de anunciar que a Casa Triângulo agora representa Felipe Mujica. Esse ano, o artista participa da exposição De lo espiritual en el arte no Museo de Arte Moderno de Medellín, com curadoria de María Iovino Moscarella e da 32ª Bienal de São Paulo - Incerteza Viva, com curadoria de Jochen Volz.

Felipe Mujica nasceu em Santiago (1974) e viveu em Londres por nove anos durante sua infância antes de retornar ao Chile. No início dos anos 2000, Mujica mudou-se para Nova York, onde atualmente vive e trabalha. Essa experiência de deslocamentos ao longo da vida proporcionou ao artista obter uma ampla e variada bagagem cultural, a qual moldou seu trabalho tanto a nível conceitual quanto estético; do modernismo de vanguarda europeu da Bauhaus aos movimentos emblemáticos concreto, neoconcreto e de arte óptica latino-americanos, o artista abrange a flexibilidade de materiais distintos dentro de uma zona cinzenta que mistura arquitetura, design têxtil e arte.

Mujica trabalha em diferentes mídias e escalas, desde desenhos sobre papel a impressões, painéis de tecido e instalações, explorando o espaço como suporte do próprio trabalho. Ele cria trabalhos baseados na abstração geométrica dos anos 1950, 60 e 70, assim como considera a influencia do construtivismo primário em sua obra. A apropriação de imagens de design e o desenvolvimento de uma linguagem gráfica universal coexistem com contextos históricos e políticos trazidos por algumas obras, enquanto que sua prática proporciona oportunidades para a interação do público assim como para intervenções de outros artistas. O artista acredita que o princípio da arte é a colaboração; dessa forma, um elemento essencial em sua produção é a dinâmica entre o individual e o coletivo. Isso pode ser notado especialmente em suas icônicas “Cortinas”, peças de tecidos que funcionam sozinhas como desenhos no espaço, servem para acentuar ou confrontar a arquitetura e também como composições agindo juntas como divisórias para outros trabalhos no local, às vezes em diálogo com trabalhos de outros artistas ou mesmo com o processo curatorial. Esse aspecto do trabalho em aberto de uma peça multifuncional traz diferentes sentidos para a obra., algumas vezes ambíguos, deliberadamente evocando uma qualidade efêmera da sua natureza.