Apresentação

A exploração da matéria como forma de expressão na obra de Lucas Simões não é, como a primeira vista pode parecer, um fetiche pela materialidade, mas ao contrário, uma pesquisa que pretende preencher de significado o suporte do objeto artístico. Sua formação como arquiteto, onde técnica e poética estão profundamente entrelaçadas, dá uma das possíveis chaves de entendimento de sua produção.

Pintura, cartografia, livros, fotografia, concreto, aço, papel... já foram objetos de sua investigação. Através de uma experimentação cotidiana com a matéria e o saber-fazer, o artista encontra os meios necessários de expressão, como nas esculturas e instalações mais recentes em concreto, que refletem sua pesquisa sobre arquitetura brutalista e o fracasso do seu sentido utópico.

Obras
Biografia

Lucas Simões (Catanduva, Brasil, 1980. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil), é Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, Brasil. Exposições individuais selecionadas: BABADOS&BABADEIRAS, Lora Reynolds Gallery, Austin, EUA; (2025); You text nothing like you look, Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo, Brasil (2024); Luscofusco, Patron Gallery, Chicago, EUA (2023); OTIUMmuitoOTIUM, Casa Triângulo, São Paulo, Brasil (2022); Repique, public art project for Salão Luiz Sacilotto, Santo André, Brasil; Durmientes, Galeria Pelaires, Palma de Mallorca, Espanha; Drawing Tense, Blouin Division, Montreal, Canadá (2021); Awaiting Masses, Patron Gallery, Nova York, EUA (2019); Ressaca, Casa Triângulo, São Paulo, Brasil (2018); Corpos de Prova, Pasto Gallery, Buenos Aires, Argentina (2017); White Lies, Lora Reynolds Gallery, Austin, EUA (2017) e Deserto, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife, Brasil (2014) entre outras. Exposições coletivas selecionadas: Memento mori, curadoria de Gabriela Davies e Maíra Marques, Comadre, Rio de Janeiro, Brasil (2026); Lightness and Tension, projeto colaborativo com Joaquim Tenreiro, curadoria de Ulysses de Santi, Christie's Los Angeles, Los Angeles, EUA; Fundo Infinito, projeto colaborativo com Gabriel Pessoto, texto curatorial de Tálisson Melo, 25m Sala de Projetos, São Paulo, Brasil; Meu Quintal é Maior que o Mundo, curadoria de Priscyla Gomes, Casa Triângulo, São Paulo, Brasil (2025); Uma cadeira é uma cadeira é uma cadeira, curadoria de Nessia Leonzini e Livia Debbane, Luisa Strina, São Paulo, Brasil (2024); Parallel Gravity, Jochen Hempel, Leipzig, Germany (2023); Panta Rei, Anna Mara, Roma, Itália (2021); Theory of Prose, Arsenal Contemporary Art New York, Nova York, EUA (2021); Experimentando Le Corbusier — Interpretações Contemporâneas do Modernismo, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil (2019); A Thousand Roaring Beasts: Display Devices for a Critical Modernity, Centro Andaluz de Arte Contemporáneo, Sevilha, Espanha (2017) e Mensagens de Uma Nova América, 10ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2015) entre outras. Prêmios: Prêmio Foco Art Rio (2013); Salão de pequenos formatos da Amazônia — UNAMA (2010) e Prêmio Citi Novos Artistas (2009). Coleções públicas: Museu de Arte Contemporânea da USP, São Paulo, Brasil; Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil; Coleção Itaú de Fotografia Brasileira, São Paulo, Brasil e Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil.

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