Apresentação
Nascido em 1997, O Bastardo se criou em Mesquita, município da Baixada Fluminense, periferia do Rio de Janeiro. Atuando, inicialmente, em linguagens urbanas, como o grafitti, o artista elabora um diálogo direto entre questões autobiográficas e o pensamento pictórico, conquista gestada entre vivências familiares e passagens por escolas de arte, como a EAV Parque Lage, Rio de Janeiro e atualmente Beaux-Arts de Paris.
Em pinturas recentes, as discussões travadas nas obras nos direcionam ao atravessamento entre práticas cotidianas do empoderamento de pessoas negras e gestos usuais de pertencimento a grupos sociais, como a bênção ou a descoloração do cabelo. Nas cenas dos retratos, em séries, como, Pretos de grife e Só Lazer, consumo, lazer e vaidade são algumas das identificações exibidas por grupos que, supostamente, estão ausentes desse tipo de representação.
Lazer e consumo configuram assuntos cada vez mais recorrentes em obras de artistas racializados, já que a história evidenciou os gestos de violência e sobrevivência como modo de inserção e denúncia às atrocidades perpetradas à maioria da população brasileira. O Bastardo faz de seu próprio nome, precedido por artigo definido, um vínculo de subversão de sua própria história, mantendo a palavra classificatória que, nas cenas das artes, passa a redirecionar o assunto e alertar para a prática de exotizar as margens.

 

Obras
Biografia

O Bastardo [Rio de Janeiro, Brasil, 1997. Vive e trabalha entre Rio de Janeiro, Brasil e Paris, França.

Estudou Pintura, escultura, xilogravura videoarte e madeira, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil [2016/2020] e está em Residência em Artes Plásticas, École des Beaux-Arts de Paris, Paris, França. Formação complementar: Formação e Deformação, coordenado por Ulisses Carrilho, Clarissa Diniz e Gleyce Kelly Heitor, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil [2019]. 

Exposições individuais: Pretos de Griffe, Casa Triângulo, São Paulo, Brasil [2021].

Exposições coletivas: Crônicas Cariocas, curadoria de Marcelo Campo, Amanda Bonan, Antônio Simas e Conceição Evaristo, MAR - Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil; Ateliê James Rielly, Paris, França [2021]; Estopim e Segredo, curadoria de Ulisses Carrilho e Clarissa Diniz, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil; Patifaria, Escola de Belas Artes/UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil; Margem, SESC Madureira, Rio de Janeiro, Brasil [2019]; Escola em transe, curadoria de Lisette Lagnado e Ulisses Carrilho, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil [2017]; Extramuros, Solar dos Abacaxis, Rio de Janeiro, Brasil [2016].

Coleções públicas: AFRICANA Art Foundation, Genebra, Suíça; Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil.

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